
Frivião
Juliana Linhares
Crítica política e resistência festiva em “Frivião”
Em “Frivião”, Juliana Linhares une as palavras “frevo” e “furacão” para criar um título que já antecipa a proposta da música: transformar a energia contagiante do frevo em símbolo de resistência e mudança política. A letra faz críticas diretas ao governo de Jair Bolsonaro, especialmente ao descrever uma “pessoa nefasta, venenosa até dizer basta”, deixando claro o alvo da insatisfação. O verso “O pensamento dessa pessoa nefasta / Como um gás laranja se alastra” utiliza a cor laranja, frequentemente associada ao ex-presidente, para reforçar a crítica, enquanto a imagem do gás sugere algo perigoso que se espalha de forma silenciosa e prejudicial.
A música alterna entre a denúncia e o chamado à ação coletiva. Em “Vem me atacar / Que quando eu canto milhões se juntam pra cantar”, Juliana destaca a força da união diante da opressão. O frevo, ritmo tradicionalmente ligado à resistência cultural nordestina, aparece como metáfora para o desejo de retomar as ruas após o isolamento da pandemia e como ferramenta de luta política. Trechos como “O coração na canção grita que assim não dá não / Tradição, mutação vida e evolução” mostram que a tradição pode se reinventar e servir à transformação social. O refrão, com seu convite à dança e à celebração, reforça que a luta política também pode ser alegre e cheia de esperança, transformando indignação em movimento coletivo. “Frivião” se apresenta, assim, como um manifesto político e um convite à resistência festiva.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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