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No aconchego do galpão

Juliano Soares

Letra

    No aconchego do galpão
    Entre o mate e a fumaça
    Onde meu pai chimarreou
    Nem noto que o tempo passa
    Na minha volta a cachorrada
    Borraieiros igual o dono
    Meus amigaços de lei
    Me protegem mais que um rei
    No reinado do seu trono

    Com a proteção das alturas
    Vou saboreando o amargo
    Entre o canto do galo
    E o relincho do cavalo
    O gado berra na invernada
    Querência a dentro se estende
    São vozes da madruga
    Que só o campeiro entende

    Depois de escorar a cuia
    É hora de escorar o bucho
    Corte bueno defumado
    Pra reforçar o gaúcho
    Tem mandioca e tem torresmo
    Nesse gaudério ritual
    Momento que o índio bagual
    Se encontra com ele mesmo

    Igual farquejar uma canga
    Pra garantir meu sustento
    Pelegueado pelo tempo
    Ali eu ajusto os tentos
    Para meu resto de vida
    Me volto ao pai soberano
    Também farquejo meus planos
    Pra continuar nessa lida

    Composição: Juliano Soares. Essa informação está errada? Nos avise.

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