
Corninho
Júlio Nascimento
Humor e resignação diante da traição em “Corninho”
Em “Corninho”, Júlio Nascimento utiliza a ironia para abordar a infidelidade de forma leve e bem-humorada. O narrador aceita a traição da parceira com uma postura quase resignada, mas sem perder o tom descontraído. O uso do diminutivo “corninho” suaviza o peso do termo “corno”, transformando a dor da traição em motivo de piada e autodepreciação, algo típico do estilo brega do artista. Ao pedir que a amada “não demore lá no cabaré” e volte mais cedo, o personagem revela sua dependência emocional, mas faz isso de maneira leve, quase caricata, reforçando o tom irônico da música.
A letra brinca com a imagem do homem apaixonado que aceita ser controlado e até humilhado pela mulher, como nos versos “me deixa amarrado em casa, trancado / me bota coleira, me põe pra dormir”. Essas metáforas exageradas reforçam o humor e mostram um relacionamento em que o amor supera o orgulho, mesmo diante da traição. O refrão, repetido várias vezes, destaca o prazer do narrador em amar, apesar do sofrimento, e sugere que, para ele, o mais importante é a presença da amada, mesmo que isso signifique aceitar a condição de “corninho”. Assim, a canção transforma um tema doloroso em algo leve e divertido, marca registrada de Júlio Nascimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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