
Corno Ateu
Júlio Nascimento
Humor e resignação diante da traição em “Corno Ateu”
A música “Corno Ateu”, de Júlio Nascimento, utiliza o humor autodepreciativo para abordar o sofrimento causado pela traição amorosa, uma marca registrada do brega e do próprio artista. O título já sugere a mistura de dor e ironia: ao se autodenominar “corno ateu”, o personagem não só assume o papel de traído, mas também brinca com a ideia de ter perdido até a fé, como se nem o consolo divino restasse após o abandono. Esse tom aparece claramente no refrão: “O corno é eu, o corno é eu / Sou eu mas sou corno ateu”, onde a repetição reforça tanto o sofrimento quanto a leveza com que ele encara a situação.
A letra é centrada na saudade e no desespero após a partida de Sara, nome citado diretamente, o que dá um aspecto pessoal e confessional à narrativa. O personagem descreve a solidão de uma casa fechada e a esperança constante pelo retorno da amada, enquanto repete o pedido para que ela volte. Ao mesmo tempo, a aceitação resignada do papel de traído, expressa de forma cômica, reflete o estilo de Júlio Nascimento, que costuma misturar dor e humor em suas canções. O contexto do brega, conhecido por tratar desilusões amorosas de maneira exagerada e dramática, está presente na forma como o personagem se coloca como vítima, mas sem perder a capacidade de rir de si mesmo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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