Exibições da letra 2

Somente aqueles despertos pelas estâncias
Que domam as ânsias no rigor do trabalho
Entendem que o amor pela terra se eterniza
Pra quem se batiza nas águas santas do orvalho

Somente aqueles forjados pelas coxilhas
Que ganham a vida no trono dos bastos
Sabem que a voz do campo não emudece
E amanhecem no calor dos sonhos gastos

São homens rurais, senhores da sua verdade
Veem o tempo pelas nuvens, no vento a liberdade
Têm o cheiro dos arreios, lida bruta seu ofício
Chapéu grande, lenço largo, e no bolso algum vício

Pelo vão das orelhas é o caminho que ruma
O mundo se apruma num compasso marcado
O silêncio do campo faz da alma uma pluma
Pra quem costuma deixar o rastro orvalhado

São homens de campo que encilham a vida
Sempre prontos pra lida de prova e valia
Das longas jornadas conhecem os atalhos
Bem mais que trabalho, uma filosofia

Composição: Matheus Leal, Gilson Parodes, Alex Brondani. Essa informação está errada? Nos avise.
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