Exibições da letra 4

UM MATE PRA MADRUGAR

Julio Pereira

Há um regalo pra quem desperta na alvorada
A madrugada rompe o canto dos galos
Hora do mate gosto de jujo e vida
Antes da lida e dos relinchos dos cavalos
Um chamamento repontado em telurismo
Com o atavismo que nasce pelos galpões
Querência xucra de ginetes e campeiros
Pequeno mundo, universo de muitos peões

Quantos mistérios afloram nesta ocasião
Gaucha infusão que agranda o
Como uma prece que transcende a madrugada
Numa jornada entre o pampa e o firmamento
Um sentimento que traz sentido pras lutas
Nesta labuta de invernadas
Curando gado que nasceu num fim de campo
Traz acalanto numa coplita assoviada

Rito sagrado que prepara o peão campeiro
Luz do braseiro onde a cambona chia
Do mate bueno onde a bomba sorve a espuma
E o Sol se apruma pra o raiar do novo dia
Bem mais que um gesto reservado ao silêncio
Acalma anseios e faz brinde a existência
De alma de campo, herança dos nativos
Que mantém vivos os costumes da querência

Composição: Gilson Parodes, Eduardo Braz, Luciano Rozalino, Alex Brondani. Essa informação está errada? Nos avise.

Comentários

Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

0 / 500

Faça parte  dessa comunidade 

Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Julio Pereira e vá além da letra da música.

Conheça o Letras Academy

Enviar para a central de dúvidas?

Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

Fixe este conteúdo com a aula:

0 / 500

Opções de seleção