
Filha da Terra
Kaê Guajajara
Resistência e ancestralidade em "Filha da Terra" de Kaê Guajajara
Em "Filha da Terra", Kaê Guajajara alterna versos em português e na língua zeeg’ete para destacar a multiplicidade e a resistência da identidade indígena, mesmo diante do apagamento histórico. Ao dedicar a música à sua mãe e, simbolicamente, a todas as mulheres indígenas, Kaê transforma a canção em um tributo à ancestralidade e à força feminina. Ela ressalta que, apesar das dores carregadas "num saco plástico", existe um ciclo constante de renascimento, representado pela imagem da fênix.
O verso repetido "Na tua força não mora só dor / Você é sobrevivente / Fênix" reforça a ideia de superação e a capacidade de se reinventar. O contraste entre "correntes" e "penas dos pássaros" sugere a libertação das amarras impostas pela colonização e pelo racismo, trocando o peso da opressão pela leveza e liberdade. Ao afirmar "tão segura, tão intacta", Kaê celebra a integridade e a resistência das mulheres indígenas, mesmo diante das tentativas de apagamento. Assim, a música se torna um manifesto de orgulho, esperança e continuidade cultural, conectando passado, presente e futuro por meio da força das mulheres e da ancestralidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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