
Mãos Vermelhas
Kaê Guajajara
Violência histórica e resistência em "Mãos Vermelhas"
"Mãos Vermelhas", de Kaê Guajajara, traz uma denúncia direta sobre a violência e o apagamento histórico sofridos pelos povos indígenas no Brasil. A artista utiliza a imagem das "mãos manchadas de vermelho" para responsabilizar setores como o agronegócio pelo genocídio indígena. O verso “O Agro não é tech, não é pop e também mata” critica abertamente a tentativa de modernizar e suavizar a imagem do agronegócio, mostrando que, na prática, ele está ligado à destruição de territórios e à morte de indígenas.
A música também aborda o embranquecimento e o apagamento identitário, como em “Chamam de pardos pra embranquecer / Enfraquecer e desestruturar você / Pra não saber de onde veio”. Aqui, Kaê evidencia a estratégia histórica de negar ou diluir a identidade indígena, dificultando o reconhecimento e a resistência desses povos. Ao afirmar “Ninguém é ilegal em terra roubada”, a artista desafia a narrativa dominante sobre pertencimento, reafirmando o direito dos indígenas à terra. No trecho final, “Tô renascendo das cinzas do fogo / Em que queimaram meus ancestrais / Ainda resistimos em tantos tons e vivências”, Kaê destaca a força da resistência indígena, mostrando que, apesar das tentativas de apagamento, a cultura e a luta desses povos continuam vivas e em transformação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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