
Boi de Carro
Kara Véia
Exploração e abandono em "Boi de Carro" de Kara Véia
Em "Boi de Carro", Kara Véia escolhe narrar a história a partir do ponto de vista do próprio boi, trazendo uma crítica direta à ingratidão e ao abandono, tanto dos animais de trabalho quanto dos trabalhadores rurais idosos. O boi, que trabalhou "noite e dia" e contribuiu para o sucesso do patrão, é descartado quando envelhece, como mostra o verso: "Hoje estou velho e cansado / Agora eu sou desprezado / Por ele e toda família". Essa passagem não só expõe o sofrimento do animal, mas também serve como metáfora para a desvalorização de pessoas que, após anos de dedicação, acabam esquecidas e marginalizadas.
A letra reforça o tom de tristeza ao descrever o abandono e a falta de reconhecimento: "Me prenderam num curral / Sem nada ter pra comer / Sou um boi velho cansado / Nem água tem pra beber". O destino do boi, vendido para o matadouro, é apresentado como um pagamento injusto por tantos anos de trabalho, refletindo a injustiça social enfrentada por muitos trabalhadores rurais. O trecho "Depois fazem um churrasco / Bem em cima do meu rastro / Nas terras que trabalhei" destaca a ironia amarga do ciclo de exploração, onde até a morte do boi serve ao prazer daqueles que se beneficiaram de seu esforço. Ao dar voz ao boi, Kara Véia constrói uma narrativa simples e direta, mas profundamente crítica, que provoca empatia e reflexão sobre o valor do trabalho e o respeito a quem dedica a vida ao outro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Kara Véia e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: