A Dança do Brega
Kim Marques
“A Dança do Brega”: dança, convites e identidade paraense
“A Dança do Brega” funciona ao mesmo tempo como manual de passos e manifesto da identidade paraense. O mantra “Girou, não para mais” transforma o giro do corpo em emblema de um gênero que segue em movimento, do salão dos anos 1990 ao registro audiovisual de 2023 em Cametá. Ao dizer “é um, é dois, um passinho pra trás”, Kim Marques simplifica a coreografia e convida quem ouve a entrar na roda. “Ei, você, pega a minha mão / No meio do salão” atua como instrução direta e gesto de acolhimento: alguém estende a mão, conduz e torna a dança acessível e alegre. As chamadas repetidas aceleram a energia e ensinam pela prática, criando clima de festa.
As convocações em sequência — “a galera do Brega”, “todas as meninas”, “o pessoal da mesa”, “as bailarinas do palco” — transformam qualquer espaço em pista e constroem coletividade em tempo real. Quando ele cita “Caldeirão do Calypso”, reforça a ponte histórica entre o brega e o calypso paraense, que ele ajudou a impulsionar desde o álbum de estreia de 1996. A mão estendida opera como metáfora de inclusão, enquanto o “giro que não para” aponta tanto para o transe da pista quanto para a continuidade do legado do brega paraense, agora reativado ao ser reapresentado a novas gerações.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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