
Epitaph
King Crimson
Desilusão e crítica social em "Epitaph" de King Crimson
Em "Epitaph", do King Crimson, a letra reflete o clima de insegurança e desilusão típico da Guerra Fria. A imagem do “muro onde os profetas escreveram” se desfazendo simboliza a perda de valores e certezas que antes guiavam a humanidade. Esse cenário de instabilidade é reforçado por metáforas como “instrumentos de morte” iluminados pelo sol, que ironizam o avanço tecnológico ao mostrar que, em vez de trazer progresso, ele ameaça a própria existência humana. O medo da autodestruição nuclear, muito presente no final dos anos 1960, intensifica o tom sombrio da canção.
A frase central, “Confusion will be my epitaph” (A confusão será meu epitáfio), resume o sentimento de impotência diante do caos e da falta de sentido no mundo moderno. O uso da palavra “epitáfio” sugere que a confusão e a incerteza são o legado deixado para as próximas gerações. O trecho “The fate of all mankind I see / Is in the hands of fools” (O destino de toda a humanidade, eu vejo, está nas mãos de tolos) faz uma crítica direta à liderança global e à condução irresponsável dos rumos da sociedade, um tema muito discutido na época. Por fim, a repetição do medo do futuro, expressa em “I fear tomorrow I'll be crying” (Temo que amanhã estarei chorando), transmite uma angústia constante, reforçando a atmosfera de desesperança e vulnerabilidade que marca toda a música.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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