DUALISMO (1888)
Kleber Ferreira
Conflitos internos e liberdade em “DUALISMO (1888)”
O título “DUALISMO (1888)” já indica que Kleber Ferreira propõe uma reflexão que vai além do conflito pessoal. Ao citar 1888, ano da abolição da escravatura no Brasil, o artista conecta a luta histórica pela liberdade à busca individual por libertação emocional. A letra explora o embate entre forças opostas, como bem e mal, fé e dúvida, corpo e alma, evidenciado em versos como “Residem juntamente no meu peito / Um demônio que ruge e um Deus que chora”. Essa dualidade mostra o indivíduo dividido entre impulsos contraditórios, tentando encontrar equilíbrio.
A canção tem um tom melancólico e introspectivo, marcado por sentimentos de arrependimento e saudade. O eu lírico reconhece tanto suas falhas quanto suas virtudes, como em “Fui capaz de horrores, e de ações sublimes / Mas nunca me lavei desses meus crimes”. O “crime” de “amar mais do que se deve” sugere que o sofrimento nasce de um amor intenso, talvez não correspondido, refletido na ferida que “não fecha, ela apenas arde”. O tempo, em vez de curar, intensifica a ausência e a memória, reforçando a dificuldade de se libertar do passado, assim como foi difícil a conquista da liberdade em 1888. No final, a música resume a condição humana como um estado de saudade e espera, preso entre extremos e buscando alívio na esperança de reencontro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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