
Homem Corno
Kleberiano
Humor e crítica social em "Homem Corno" de Kleberiano
A música "Homem Corno" de Kleberiano transforma a figura do homem traído, tradicionalmente vista com vergonha e ridicularização no Brasil, em um personagem quase folclórico por meio do exagero cômico. Expressões como “chifres gigantes que vão para Acre e vem” e “chifre indo até Goiânia” criam imagens absurdas para ilustrar o tamanho da traição, tornando o sofrimento do "corno" algo tão exagerado que ultrapassa limites geográficos. Essa hipérbole serve para satirizar o estigma social da traição, mostrando que, mesmo tentando se livrar da fama de traído — como no trecho “cortar não adianta mais” —, a reputação persiste e os "chifres" sempre voltam a crescer.
O tom irônico e bem-humorado da música se encaixa na tradição brasileira de tratar temas delicados, como a infidelidade, com leveza e sarcasmo, algo comum em programas de humor e pegadinhas. Ao repetir o refrão e brincar com a contagem dos chifres, Kleberiano reforça a ideia de que o estigma do "corno" é um ciclo interminável. A música convida o público a rir da situação, em vez de reagir com seriedade ou violência, como ainda ocorre em algumas regiões do país. Dessa forma, "Homem Corno" diverte, mas também faz uma crítica sutil à forma como a sociedade lida com traição e masculinidade ferida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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