
Mulher da Vida
Klessinha
Realidade e resistência em "Mulher da Vida" de Klessinha
"Mulher da Vida", de Klessinha, retrata de forma direta a rotina das profissionais do sexo, sem romantizar ou suavizar as dificuldades enfrentadas por essas mulheres. A música destaca o contraste entre a imagem de autoconfiança, necessária para lidar com o público, e a solidão que surge quando estão sozinhas. O verso “Tá me vendo sorridente? Na verdade, quando eu tô sozinha tudo é diferente” deixa claro como o sorriso funciona como uma máscara de proteção em um ambiente marcado pelo preconceito e julgamento. Elementos como “batom vermelho, salto 15, uma lingerie sensual” são apresentados não apenas como símbolos de objetificação, mas também como ferramentas de trabalho e resistência diante das adversidades.
Klessinha utiliza a letra para humanizar essas mulheres, mostrando que, por trás dos rótulos de “mulher da rua” ou “mulher bandida”, existem histórias de luta, dignidade e força. A canção aborda o preconceito e a hipocrisia social, especialmente nos versos “E ainda, tem gente que pensa que pode julgar” e “Basta pagar que eu me entrego pra você”, evidenciando a contradição de uma sociedade que consome esses serviços, mas marginaliza quem os oferece. Ao repetir “Essa hoje sou eu / Sempre forte, lutando e passando por humilhação”, a música reforça o empoderamento e a resiliência dessas mulheres, alinhando-se à proposta de Klessinha de dar voz e visibilidade a quem enfrenta julgamentos e desafios diários, sem perder a humanidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Klessinha e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: