
Tropa da Lacoste
Kyan
A afirmação periférica e o símbolo de conquista em “Tropa da Lacoste”
Em “Tropa da Lacoste”, Kyan transforma a marca Lacoste em um símbolo de conquista e resistência para jovens da periferia. Ao repetir expressões como “tropa da Lacoste” e “Uh, uh, uh Lacoste, Lacoste”, o artista não está apenas falando de moda, mas destacando o orgulho de quem, vindo de uma realidade difícil, consegue acessar produtos de grife antes restritos às classes mais altas. Kyan já afirmou que a Lacoste inspira jovens da favela, pois vestir a marca representa uma vitória pessoal e coletiva, tornando-se um sinal de superação.
A letra mistura gírias urbanas, sensualidade e referências ao cotidiano periférico, como em “rebola na Glock”, que faz alusão tanto à arma quanto ao respeito conquistado nas ruas, e “bala na Palio, é bala nos pela”, que retrata o confronto com a polícia. A citação a Novak Djokovic, “Elas grita: Novak, ou então Djokovic”, cria um paralelo entre o prestígio do tenista patrocinado pela Lacoste e o status que a marca confere aos jovens da quebrada. O tom direto e descontraído da música, junto à narrativa de superação e enfrentamento do sistema (“Contra o sistema, sempre pela favela”), reforça a ideia de que a moda é ressignificada como ferramenta de afirmação e resistência. A polêmica envolvendo a Lacoste, que não reconheceu oficialmente essa influência, só fortalece o significado da música como um manifesto de identidade periférica e crítica à exclusão promovida pelas grandes marcas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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