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Espiritualidade e raízes afro em “ASHE” de La Pantera

Em “ASHE”, La Pantera destaca a influência da cultura africana e das religiões afro-caribenhas em sua identidade, algo pouco comum no trap latino. O uso repetido da palavra “Ashé” como saudação e bênção mostra uma conexão espiritual profunda. Quando o artista diz “un beso a los collare' antes de marcharme”, ele faz referência direta aos colares de proteção usados nessas religiões, indicando que sua trajetória é guiada pela fé e pelo respeito às raízes espirituais.

A letra equilibra autoconfiança e vulnerabilidade, refletindo a jornada de La Pantera desde as batalhas de freestyle até o reconhecimento nacional. Versos como “salimo' de la mierda” e “Solo Dios estuvo la vez que me escraché” revelam que, apesar do tom desafiador e da ostentação, o artista reconhece as dificuldades superadas e a importância da proteção divina. Ele também valoriza a autenticidade e a lealdade ao seu grupo, como em “mi combo es el duro, somo' los más reale' y vamos con plan de futuro”, reforçando a ideia de superação coletiva. O refrão, ao repetir a bênção e o respeito aos colares, reforça que cada conquista é acompanhada de gratidão e consciência espiritual, tornando “ASHE” uma celebração das vitórias pessoais sem esquecer as origens e a proteção dos ancestrais.

Composição: Sergio Aimar Castellano Almeida. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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