O Repentista e as Aves de Rapina

Lailton Araújo

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Se o caboclo canta alto
O voar de arribação
Aparece na longínqua
Terra amada, o Sertão
Repentista finaliza
Um repente de cordel
Feito aves de rapina
Devorando a carniça

Varredor é sempre o vento
Que carrega dessa estrada
Um aboio da boiada
Ao olhar de um vaqueiro
Pois cantar já não basta
Nessa vida tão sofrida
Repentistas de rapina
Suas rimas são mortíferas

Se abastece o carniceiro
Emudece o cantador
Lá se vai a esperança
De um velho lavrador
As rendeiras tecerão
As mortalhas engomadas
Se os filhos desse chão
Não saírem dessa desgraça

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