
Infelizmente
Lamartine Babo
Ironia e crítica social em "Infelizmente" de Lamartine Babo
Em "Infelizmente", Lamartine Babo usa a ironia para destacar o desconforto do personagem diante das desigualdades sociais e das frustrações da classe média urbana dos anos 1930. Ao dizer frases como “Infelizmente eu trabalho muito!” e “Infelizmente sou da classe-média!”, o compositor expõe, com humor, o contraste entre o esforço diário e a falta de reconhecimento ou recompensa. O personagem observa, com certa inveja, como outros parecem aproveitar a vida com facilidade, enquanto ele próprio se sente preso à rotina e às limitações de sua condição.
Um exemplo marcante desse tom irônico é o trecho em que um “cabra” encontra um relógio dentro de um croquete, ilustrando situações absurdas e a sorte improvável que parece beneficiar apenas os outros. O contexto histórico da música, em uma época de grandes diferenças entre ricos, malandros e trabalhadores, é retratado de forma leve, mas crítica. Lamartine Babo, conhecido por unir crítica social e humor, utiliza a autodepreciação para aproximar o ouvinte do personagem, que se sente deslocado tanto nos ambientes de luxo quanto nas situações modernas, como ao tentar acompanhar uma “menina espevitada”. A repetição do termo “infelizmente” ao final de cada estrofe reforça o tom resignado, porém bem-humorado, tornando a crítica social acessível e divertida, uma marca das marchinhas de carnaval do artista.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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