
Maria da Luz
Lamartine Babo
Humor e trocadilhos em “Maria da Luz” de Lamartine Babo
Em “Maria da Luz”, Lamartine Babo adota um tom irreverente ao transformar a canção em uma paródia de fox-trote americano, destacando o humor e a leveza que marcam sua obra. Maria é apresentada como uma figura quase mítica, descrita como “o ai, Jesus de todos nós”, expressão popular que reforça seu poder de encantar e provocar suspiros coletivos. O compositor utiliza comparações exageradas, como “canta mais que os rouxinóis” e “é mais cotada que o café”, para exaltar Maria de forma divertida, aproximando a personagem do cotidiano brasileiro e tornando-a ainda mais carismática para o público.
A letra se destaca pelo uso criativo de trocadilhos e duplos sentidos, especialmente ao brincar com o nome “Maria da Luz” e a ideia de iluminação. O verso “Quando ela passa, um pobre poste diz: Lá vai a luz que ainda não me quis” exemplifica esse humor, ao personificar o poste como um apaixonado rejeitado, reforçando a imagem de Maria como alguém que ilumina todos ao redor, mas permanece inacessível para alguns. O trecho “Nasceu no dia dezesseis / Às quatro horas da manhã / Na escuridão a luz se fez” faz um jogo de palavras entre o nome da personagem e o momento do nascimento, sugerindo que Maria traz luz até nos momentos mais escuros. Por fim, a referência ao “isqueiro” que não acende mantém o clima de leveza e resignação bem-humorada diante do amor não correspondido, característica marcante nas composições de Lamartine Babo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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