
Earthquakes (Unreleased)
Lana Del Rey
Desencanto californiano e ironia em "Earthquakes (Unreleased)"
Em "Earthquakes (Unreleased)", Lana Del Rey usa os terremotos da Califórnia como metáfora para crises emocionais e uma sensação de desilusão com a vida. No verso “Walls shake, but I don't move, I put the record on and enjoy it” (As paredes tremem, mas eu não me mexo, coloco o disco para tocar e aproveito), ela mostra um distanciamento irônico diante do caos, preferindo se refugiar na nostalgia da música dos anos 70 e na atmosfera de Laurel Canyon, um símbolo de uma era criativa que já passou. A referência ao ópio reforça essa busca por fuga, sugerindo tanto o desejo de anestesiar a dor quanto uma crítica ao vazio da vida contemporânea na Califórnia, onde, segundo ela, “não há mais música” e tudo parece perder o sentido.
A repetição de “shimmy shimmy, ko-ko-bop” no final da música cria um contraste hipnótico com o tom sombrio dos versos anteriores, como se Lana se entregasse a uma dança apática enquanto o mundo desmorona. Expressões como “Fuck life, everything here sucks” (Que se dane a vida, tudo aqui é uma droga) e “I'm feeling tired and I think I'm done” (Estou cansada e acho que terminei) revelam um cansaço profundo, quase niilista, mas sempre com uma dose de ironia. Ao se despedir da “sweet Pacific” e da “lonely queen”, Lana abandona tanto a ilusão do paraíso californiano quanto sua própria imagem de musa solitária, encerrando a faixa com desencanto e indiferença teatral.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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