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Ainda Temos Poetas

Larc Nadelle

Letra

    Poetas não morrem
    Não me deixam ir
    Poetas não morrem
    Me fazem resistir

    Somos plateias em um deserto de ideias
    Que se alastram a cada segundo
    Me resgato em poesia, a minha terapia
    São palavras que escrevo
    E os versos que me aprofundo
    Mente vazia, não posso ter
    Tenho que me proteger
    Minha mãe reza por mim, todos os dias
    Tenho que ser melhor, todos os dias
    Por ela por todos que por mim passaram
    E por aqueles que ainda estão
    Sou salvo, não alvo
    Meu destino tá escrito
    Me mantenho calmo
    Naquilo que acredito
    Demorou mas entendi
    Vivi o que vivi
    Pra hoje saber porque estou aqui
    Não complico, facilito
    Modo paz, habilito
    Se me pedem pra ficar, eu fico!
    São tantas faces de mim
    Que nem me reconheço
    As vezes ruim então retorno pro começo
    Vida você não tem preço, esta pronta
    Mas me afronta como se estivesse jogando contra
    Aponta meus defeitos, estremeço
    E de novo volto pro começo
    Desisto? Não! Insisto
    As vezes eu persisto
    Avisto o horizonte
    Me visto pra subir o monte
    Palavras corretas, curas incertas
    Queria uma bicicleta
    Ainda temos poetas?

    Poetas não morrem
    Não me deixam ir
    (Se propagam como astros no universo)
    Poetas não morrem
    Me fazem resistir
    (Por onde passam deixam rastros dos seus versos)

    Poetas não morrem, vivem na canção
    Nas estrelas que brilham, nas rimas que dançam
    São guardiões das historias, dos sonhos e amores
    Teias de palavras, tecendo mil cores
    Versos que fluem como água cristalina
    Refletindo a realidade, de forma genuína
    Em cada linha, um pedaço da alma exposta
    Eles são a voz, o sentido, a proposta
    Camuflam nas arestas das linhas sutilmente
    São o antidoto do veneno da serpente
    Uma boa parte da bagunça do aconchego
    E reflexo do pensamento em desassossego
    Respire fundo nego, mergulho no silêncio
    Vai entender o sentido do desapego
    O mundo quer trocar soco
    Mas aquele que reage na mesma altura
    A essa altura e considerado louco
    Pare um pouco e pense se e você ou o outro
    Que verbaliza do fundo do coração oco
    Comece se perceber nas profundezas da escuridão
    Abra os olhos e escreva uma canção enraizada na lama
    Deixe suas pegadas no parque, mas sem pisar na grama
    Grave a guia, descarregue e faca a festa
    Sabendo que poesia e operação sem anestesia
    E não só aquilo que resta da magoa, do corre
    Da água que escorre, no ralo da pia

    Poetas não morrem
    Não me deixam ir
    (Se propagam como astros no universo)
    Poetas não morrem
    Me fazem resistir
    (Por onde passam deixam rastros dos seus versos)

    Composição: Larc Nadelle, Willy da Silva Araujo. Essa informação está errada? Nos avise.

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