
Aceita
Larissa Luz
Resistência e identidade afro-brasileira em “Aceita”
Em “Aceita”, Larissa Luz afirma sua identidade religiosa ao dizer “Eu sou de Iansã com Ogum”, conectando-se diretamente aos orixás que simbolizam força, luta e resistência. Essa declaração vai além do aspecto pessoal, funcionando como resposta ao racismo religioso e à intolerância enfrentada por praticantes de religiões de matriz africana. Iansã representa o poder dos ventos e tempestades, enquanto Ogum é associado à luta e ao ferro, reforçando a ideia de resistência diante das adversidades.
A música critica a apropriação cultural e a hipocrisia de quem utiliza símbolos dessas religiões sem respeitar seu significado, como nos versos: “Tu falas em meu nome / Coloca minha roupa / Se veste do meu santo / E depois se poupa”. Larissa Luz também expressa orgulho e recusa ao silenciamento histórico, evidenciado em “Parei de bater palma / Não quero me calar / Abro minha boca”. Ao afirmar “O seu dinheiro não paga / Chega de exploração / Aceito toda forma / De perdão / Mas se seu ego / Quiser pegar o meu lugar é / Corto com a minha espada”, ela utiliza a espada de Ogum como símbolo de defesa do espaço sagrado e da cultura afro-brasileira. Assim, “Aceita” se torna um manifesto de afirmação identitária, denúncia da intolerância e celebração da herança cultural afro-brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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