Toca na cara
Latro
Dilemas e humanidade na periferia em “Toca na cara”
Em “Toca na cara”, Latro aborda a realidade dos jovens das periferias brasileiras, destacando o impacto emocional e moral do envolvimento com o crime. O refrão repetido, “toca na cara não exclui o sentimento, não / toca na cara não ameniza o sofrimento, não”, reforça que a violência e a criminalidade não apagam a dor interna nem os dilemas vividos por quem está nessa situação. A música mostra que, mesmo diante da necessidade de sobrevivência, o sofrimento e a humanidade permanecem presentes.
A letra utiliza expressões como “toca na cara” e “revólver na mão” para simbolizar a urgência e a violência do cotidiano nas periferias. Latro retrata a luta diária entre a fome, a pressão financeira e o risco constante de prisão ou morte, como em “indeciso entre a fome e a dor da cela, indeciso entre a grana e a morte de outro louco da favela”. O desejo de ascensão social aparece em “quem não quer bancar um Red Label pros parceiro”, mostrando que o consumo e o status são motivações, mas sempre atravessados pela dura realidade do crime. Ao citar sonhos frustrados, como em “sonhando em cursar faculdade, mas ganhei um estágio de engraxate nas ruas da cidade”, Latro evidencia a falta de oportunidades e o ciclo de exclusão social. Assim, a música denuncia as desigualdades e humaniza os personagens, mostrando que, por trás da criminalidade, existem sentimentos, sonhos e sofrimentos ignorados pela sociedade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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