Vejo
Latro
Desigualdade e resistência em "Vejo" de Latro
Em "Vejo", Latro retrata a realidade das periferias a partir de imagens fortes e diretas, como "gladiador desarmado no centro da arena". Essa metáfora expressa a vulnerabilidade e o cansaço de quem enfrenta batalhas diárias sem apoio, refletindo a luta constante pela sobrevivência em um ambiente hostil. O contraste entre "barraco se erguer, castelo cair" e "amizade morrer, inimigo se unir" destaca a inversão de valores e a instabilidade social, mostrando como a desigualdade afeta as relações e a sensação de segurança de quem vive à margem da sociedade.
Latro também aborda a perda de sentido diante das dificuldades, usando frases como "a beleza de uma cor que não tem mais cor" e "o preço de um valor que não tem valor" para ilustrar como até sentimentos e conquistas podem parecer vazios. O uso de substâncias, citado em "o silêncio me incentiva acender um cigarro" e "estica uma no prato", aparece como uma tentativa de aliviar o sofrimento, mas não resolve o vazio e o desgaste emocional. O pedido "Deus me proteja dos espinhos que eu não vejo" resume a ansiedade diante de perigos invisíveis e traições inesperadas, enquanto referências à morte e ao "cortejo" reforçam a presença constante da violência. Assim, a música constrói um retrato honesto da vida nas periferias, marcado por desilusão, resistência e a busca por proteção e sentido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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