
Pedras Amarelas
LEALL
Violência urbana e abandono social em “Pedras Amarelas”
Em “Pedras Amarelas”, LEALL utiliza o título para criar um duplo sentido marcante: faz referência tanto ao crack, chamado de "pedra", quanto à Linha Amarela, importante via expressa do Rio de Janeiro. A música expõe como a dependência química e a violência se misturam e se espalham pelas periferias cariocas. O verso “Na linha amarela vi dois corpos estirados” conecta a geografia da cidade à tragédia cotidiana, mostrando que a devastação causada pelas drogas é recorrente e quase banalizada no cenário urbano.
A letra também traz elementos do cotidiano, como o Guaravita, bebida popular, citado como "afago" para quem sofre, simbolizando a busca por alívio em meio ao abandono social. A referência ao Massacre da Candelária (“Como se fosse a candelária vão nos derrotar”) reforça a crítica à violência policial e à negligência do Estado. LEALL denuncia a omissão dos serviços públicos de saúde (“a saúde pública se nega a enxergar”) e aponta que essa indiferença alimenta o ciclo de morte e sofrimento, caracterizando a situação como um "genocídio". A repetição dessa palavra na letra é uma acusação direta à estrutura social que permite e perpetua a destruição de vidas nas favelas. Com um tom direto e realista, a música utiliza imagens fortes, como “corpo encardido feito sangue de barata” e “a solidão vira cachimbo pra miséria”, para cobrar responsabilidade das autoridades e da sociedade diante dessa realidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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