
Samba-Enredo 1989 - Babalotim
G.R.C.E.S. Leandro de Itaquera (SP)
Resistência e ancestralidade em “Samba-Enredo 1989 - Babalotim”
"Samba-Enredo 1989 - Babalotim", do G.R.C.E.S. Leandro de Itaquera (SP), destaca a presença do afoxé como símbolo de resistência e celebração da cultura afro-brasileira no carnaval de São Paulo. O termo "Babalotim" faz referência ao boneco tradicional dos afoxés de Salvador, conectando a letra à ancestralidade africana e à importância dos cortejos afro no Brasil, tema central do enredo da escola naquele ano. Quando a canção diz “Eu vim de longe, cruzei mares, quem diria”, faz alusão à travessia forçada dos africanos escravizados, mas transforma essa memória dolorosa em energia positiva e celebração, mostrando a força das tradições que sobreviveram e se reinventaram no país.
A letra valoriza a fé e a espiritualidade dos afoxés, como nos versos “A benção pai Oxalá” e “Axé pra quem tem fé, e quem não tem, Axé pra você também”. O axé é apresentado como uma energia universal, acolhendo todos, independentemente da crença, e reforçando o clima de inclusão e alegria coletiva. A menção a Exu como “guarda na avenida” destaca o papel dos orixás na proteção e condução do cortejo, enquanto o convite para “levantar poeira” e “bangulear” traduz o espírito festivo do desfile. Assim, o samba-enredo exalta tradição, fé e união, tornando-se um hino de orgulho e resistência cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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