
Nomes de Favela
Leci Brandão
A perda de identidade nas favelas em “Nomes de Favela”
Em “Nomes de Favela”, Leci Brandão expõe o contraste entre a beleza poética dos nomes das comunidades cariocas e a dura realidade enfrentada por seus moradores. Ao citar lugares como Cantagalo, Cachoeirinha, Mangueira, Rocinha, Juramento, Morro do Adeus, Morro dos Prazeres e Cidade de Deus, a artista destaca como esses nomes, que remetem a elementos naturais e sentimentos positivos, perderam seu significado original diante da violência e do abandono. Trechos como “O galo já não canta mais no Cantagalo” e “A água já não corre mais na Cachoeirinha” ilustram de forma direta a perda de identidade e a deterioração das condições de vida nessas comunidades.
O contraste entre passado e presente fica ainda mais evidente quando Leci afirma: “Não sou do tempo das armas / Por isso ainda prefiro / Ouvir um verso de samba / Do que escutar som de tiro”. Aqui, ela lamenta a substituição da cultura do samba e da convivência pelo medo e pela violência. O verso final, “Ou lá na favela a vida muda / Ou todos os nomes vão mudar”, é um apelo urgente por transformação social, para que as favelas não percam de vez sua essência. O engajamento de Leci Brandão como ativista e sua participação em projetos como “Favela Vive 5” reforçam o compromisso da artista em dar voz às comunidades e lutar por dignidade e memória para os moradores das favelas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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