
Preferência
Leci Brandão
Contraste social e orgulho popular em “Preferência”
Em “Preferência”, Leci Brandão faz um retrato claro das diferenças entre o luxo da elite e a riqueza cultural das comunidades populares. A música começa destacando o ambiente do palacete do Catete, símbolo da alta sociedade carioca, onde predomina a formalidade e o distanciamento. Leci descreve a cena com versos como “Fidalguia, burguesia demais... empregados, todos engomados... os melhores vinhos internacionais”, mostrando o desconforto e a falta de conexão com esse universo. Ela reforça esse sentimento ao dizer que ficou “meio encabulada” e sem companhia para conversar enquanto a dona da casa tocava Chopin, evidenciando o isolamento e a frieza do ambiente.
Em contraste, o barracão da Mangueira é apresentado como um espaço de acolhimento, alegria e autenticidade. Leci valoriza elementos simples, como o feijão, a batida de limão e a batucada, ressaltando a espontaneidade e o calor humano presentes ali. O barracão, mesmo humilde, é celebrado como um lugar de pertencimento e riqueza cultural. Ao afirmar “Francamente preferi o barracão! (De Mangueira...)”, Leci faz uma escolha que vai além do gosto pessoal: ela reafirma seu compromisso com a valorização das raízes populares e denuncia as desigualdades sociais. A música, assim, se torna um manifesto de orgulho e resistência, refletindo a trajetória de Leci Brandão na defesa das comunidades marginalizadas e da cultura brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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