
Quiabo Bom
Leci Brandão
Tradição e resistência cotidiana em “Quiabo Bom” de Leci Brandão
“Quiabo Bom”, de Leci Brandão, transforma um prato simples em símbolo de prazer, acolhimento e resistência no cotidiano do trabalhador brasileiro. A música destaca como a rotina marcada por limitações financeiras e pressa pode ser suavizada por pequenos prazeres, como o almoço na pensão de Iáiá, onde o quiabo caseiro “a preço popular” vira um verdadeiro tesouro. O refrão repetitivo e animado reforça a ideia de que, mesmo diante das dificuldades, há alegria e satisfação nas experiências mais simples, especialmente quando vividas em espaços coletivos como as pensões populares.
A letra valoriza a comida caseira acessível e mostra a importância desses estabelecimentos como pontos de encontro para trabalhadores, evidenciado nos versos: “Meu dinheiro era pouco / E eu tive que arriscar / Mas que era tão gostoso / Não queira imaginar”. A canção brinca com a relação entre trabalho e prazer, mostrando o personagem largando as ferramentas e até ignorando o patrão para não perder o almoço: “O patrão fica irritado / Nem cartão quero marcar / Só procuro ganhar tempo / Pra poder saborear”. Ao citar lugares como Curuzu e Cantuá, Leci Brandão amplia o cenário, sugerindo uma tradição cultural e comunitária em torno da comida simples e afetiva. A referência ao “caruru pra criança provar” e ao “quiabo com frango” conecta a música à culinária afro-brasileira e à memória afetiva, elementos centrais na obra e no ativismo social da artista.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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