
Faroeste Caboclo
Legião Urbana
Desigualdade e tragédia social em "Faroeste Caboclo"
"Faroeste Caboclo", da Legião Urbana, narra a trajetória de João de Santo Cristo, mostrando de forma direta como a marginalização social e a falta de oportunidades levam à violência e ao crime. A música constrói João como um anti-herói trágico, cuja busca por redenção e pertencimento é frustrada por um sistema excludente. A letra destaca a discriminação de classe e cor enfrentada por João — “Discriminação por causa da sua classe e sua cor” — e conecta sua história pessoal a uma crítica social mais ampla sobre o Brasil dos anos 1980, marcado pela desigualdade e violência urbana.
Inspirada em músicas como “Hurricane” de Bob Dylan e “Domingo no Parque” de Gilberto Gil, a canção usa a estrutura de um faroeste para transformar Brasília em um cenário de confronto e injustiça. O ciclo de violência é reforçado por metáforas religiosas e referências à “Via-Crúcis”, sugerindo que o sofrimento de João é um martírio moderno e também um espetáculo midiático, como na cena do duelo televisionado. Personagens como Pablo e Jeremias representam corrupção e traição, enquanto Maria Lúcia simboliza a chance de redenção, destruída pelo mesmo sistema que condena João. O desfecho, em que a elite não acredita na história e João não consegue “falar pro presidente pra ajudar toda essa gente que só faz sofrer”, evidencia a distância entre as classes e a indiferença das elites, tornando a música uma crítica social contundente e um retrato atemporal da exclusão no Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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