
Mais do Mesmo
Legião Urbana
Crítica social e ironia em "Mais do Mesmo" da Legião Urbana
"Mais do Mesmo", da Legião Urbana, faz uma crítica direta à desigualdade social e à repetição dos problemas nas periferias brasileiras. A música destaca o contraste entre as classes sociais, especialmente no trecho “Ei menino branco, o que é que você faz aqui? / Subindo o morro pra tentar se divertir”, que mostra o olhar curioso e distante de jovens privilegiados sobre a realidade das favelas. Esse verso sugere que a presença do jovem de classe alta é motivada mais pela busca de experiências exóticas do que por empatia ou compreensão real da situação local. A letra denuncia como as elites consomem a pobreza como espetáculo, sem contribuir para mudanças concretas.
A expressão “sempre mais do mesmo” resume a sensação de que nada muda, com a violência e a falta de oportunidades se repetindo. O verso “Em vez de luz tem tiroteio no fim do túnel” reforça a ideia de que, para muitos, não há esperança de melhora. A música também ironiza a postura paternalista das classes dominantes, como em “Bondade sua me explicar com tanta determinação exatamente o que eu sinto, como eu penso e como sou”, criticando quem tenta impor sua visão sobre a vida dos marginalizados. No final, “E todos os índios foram mortos” amplia a crítica para a história de exclusão e violência no Brasil, ligando o passado de genocídio indígena à continuidade das injustiças sociais. Assim, "Mais do Mesmo" provoca reflexão sobre a responsabilidade coletiva diante dessas questões.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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