
Angra Dos Reis
Legião Urbana
Crítica ambiental e angústia em "Angra Dos Reis"
Em "Angra Dos Reis", Legião Urbana utiliza versos aparentemente simples para fazer uma crítica direta à construção da usina nuclear na região de Angra dos Reis. O trecho “Vamos brincar / Perto da usina / Deixa pra lá / A Angra dos Reis” traz um tom irônico, evidenciando o descaso com os riscos ambientais e humanos. Esse posicionamento ganha ainda mais força quando lembramos do contexto histórico: o medo de acidentes nucleares, como os de Chernobyl e do Césio-137, estava muito presente na época. A menção à Praia de Itaorna, cujo nome indígena significa “terra fofa”, reforça a ideia de que o local era inadequado para uma usina, tornando a decisão ainda mais polêmica.
A música também mistura sentimentos pessoais de solidão e saudade com a ameaça coletiva representada pela usina. Versos como “Se fosse só sentir saudade / Mas tem sempre algo mais” e “É uma dor que dói no peito” podem ser interpretados tanto como expressão de uma dor íntima quanto como metáfora para a angústia social diante do perigo iminente. O refrão “Quando as estrelas começarem a cair / Me diz, me diz, pra onde é que a gente vai fugir?” amplia o sentido da canção, trazendo à tona o medo de uma catástrofe e a sensação de impotência diante de ameaças criadas pelo próprio ser humano. Assim, "Angra Dos Reis" se destaca por unir crítica ambiental, reflexão existencial e emoção pessoal, retratando de forma sensível as ansiedades de sua época.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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