
Metal Contra As Nuvens
Legião Urbana
Metáforas medievais e resistência em "Metal Contra as Nuvens"
Em "Metal Contra as Nuvens", Legião Urbana utiliza uma ambientação medieval não apenas como escolha estética, mas como metáfora para os desafios enfrentados pelo Brasil no início dos anos 1990. Renato Russo, inspirado por leituras sobre a Idade Média, recorre a imagens de cavaleiros, castelos e dragões para ilustrar batalhas morais e políticas. O verso “Quase acreditei na sua promessa / E o que vejo é fome e destruição” faz referência direta à decepção com o governo Collor, expressando a frustração de uma geração diante de promessas não cumpridas e de uma crise econômica profunda.
O refrão “Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão / Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão” traz um duplo sentido: além de citar o heavy metal, representa força, resistência e nobreza, em contraste com a fragilidade e corrupção do cenário político da época. O “sopro do dragão” pode simbolizar tanto ameaças externas quanto desafios internos. A música alterna entre momentos de resignação e esperança, destacando versos como “Não me entrego sem lutar / Tenho, ainda, coração / Não aprendi a me render”, que reforçam a persistência diante das adversidades. No final, a mensagem é de renovação: “O mundo começa agora / Apenas começamos”, sugerindo que, apesar das perdas, ainda há espaço para reconstrução e novos começos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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