
Canoeiro
Leila Pinheiro
Ritual, fé e cotidiano ribeirinho em “Canoeiro” de Leila Pinheiro
Em “Canoeiro”, Leila Pinheiro retrata o cotidiano dos trabalhadores ribeirinhos com sensibilidade e respeito. A repetição do verso “Ô canoeiro, bota a rede no mar” destaca a rotina diária do pescador, transmitindo não só o esforço físico, mas também a devoção ao ciclo natural do rio. Esse refrão quase hipnótico reforça a ligação entre o trabalho e a natureza, mostrando como a vida à beira do rio é marcada por rituais e tradições.
A música começa e termina com “Louvado seja Deus, ó meu Pai”, evidenciando a importância da fé e da gratidão na cultura amazônica e paraense, de onde Leila Pinheiro é originária. Esse elemento espiritual mostra que o trabalho do canoeiro vai além da subsistência, sendo também um ato de esperança e conexão com o divino. Os versos “Vai ter presente pra Chiquinha, ter presente pra Iáiá” ressaltam o valor da partilha e do trabalho coletivo, indicando que o resultado do esforço beneficia toda a comunidade. Ao descrever ações como “cercar o peixe, bater o remo, puxar a corda, colher a rede”, a canção valoriza a simplicidade e a dignidade do trabalho manual, celebrando a solidariedade e a identidade ribeirinha presentes na trajetória da artista.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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