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Aos Domingos

Lenine

Reflexão e identidade em "Aos Domingos", de Lenine

Em "Aos Domingos", Lenine utiliza versos como “cismo e não me abalo” e “sigo no meu prumo” para mostrar uma postura de firmeza diante das dúvidas e inquietações. Para o artista, o domingo é um momento de reflexão e reafirmação da própria identidade. O contexto de sua infância, marcada por domingos divididos entre a tradição religiosa da mãe e a influência intelectual e musical do pai, explica a dualidade presente na letra. Lenine equilibra introspecção e ação, absorvendo experiências (“tomo todo o sumo”) e, ao mesmo tempo, se permitindo desaparecer ou se reinventar (“sumo num estalo”).

A menção ao “sino no badalo” faz referência às missas dominicais, enquanto “rasgo o meu resumo” indica a recusa de Lenine em se limitar a rótulos ou simplificações. Isso dialoga com a diversidade de vivências culturais que ele teve nos domingos de sua infância. Ao afirmar “não calo! Eu falo e assumo”, Lenine reforça a autenticidade e a coragem de expressar sua verdade, mesmo diante de conflitos internos ou externos. Assim, a canção transforma o domingo em um símbolo de autoconhecimento e liberdade, marcado pela convivência de diferentes influências e pela escolha consciente de trilhar o próprio caminho.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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