
Sentado no Arco-Íris
Leno
Reflexão e crítica social em “Sentado no Arco-Íris” de Leno
Em “Sentado no Arco-Íris”, Leno constrói uma atmosfera de contemplação e melancolia ao usar a imagem do arco-íris como símbolo de esperança e de busca interior. O arco-íris, tradicionalmente visto como uma ponte entre mundos, aparece aqui como um lugar ao mesmo tempo próximo e inalcançável, representando o desejo do narrador de encontrar sentido e espiritualidade. Isso fica claro no verso “Milhões de anos-luz lá no fundo de mim mesmo”, que expressa uma busca profunda e solitária. A dúvida e a incerteza também marcam a canção, especialmente nos versos “Fico em vão sem saber, fico em vão a buscar / Aonde Deus está”, revelando uma inquietação existencial.
A parceria de Leno com Raul Seixas trouxe influências do rock psicodélico e experimental, o que se reflete na abordagem sensorial e abstrata dos temas existenciais e sociais. Trechos como “tambores gritam guerra em código e fumaça” e “os olhos da cidade vigiam cada esquina” criam um clima de tensão e vigilância, sugerindo uma referência ao período de repressão política no Brasil dos anos 1970, quando a música foi composta e chegou a ser censurada. Ao mencionar “gente sem terra, gente sem nome, velha de guerra”, a letra amplia o olhar para as questões sociais, demonstrando empatia pelos marginalizados e vítimas de conflitos. Assim, a música une reflexão pessoal e crítica social, usando metáforas para expressar sentimentos de alienação, busca espiritual e desconforto diante das injustiças.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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