
Sr. Imposto de Renda
Leno
Crítica social e ironia em "Sr. Imposto de Renda" de Leno
"Sr. Imposto de Renda", de Leno, utiliza a ironia já no título, transformando o imposto em uma figura quase divina e inescapável. O artista brinca com o duplo sentido das palavras, como no verso “Que renda o Senhor tem me imposto!”, onde a palavra "renda" é usada tanto no sentido de ganho quanto de obrigação, mostrando como o tributo, em vez de gerar riqueza, acaba retirando do cidadão. Outro trecho, “Em cada posto que eu passo / O Senhor quer que eu me randa”, reforça a sensação de perseguição e impotência diante da burocracia fiscal, usando o verbo "render" tanto como entregar-se quanto como produzir renda, ampliando o tom satírico da música.
O contexto histórico é fundamental para entender a força da crítica: o álbum foi gravado durante a ditadura militar e chegou a ser censurado por seu conteúdo contestador. A repetição de “Eu me rendo ao seu imposto” seguida de um irônico “Amém” transforma o pagamento de impostos em um ritual quase religioso, sugerindo que a submissão ao sistema tributário é inevitável e até sagrada. A participação de Raul Seixas na produção reforça o caráter experimental e provocativo da faixa, que, mesmo com humor, faz uma crítica direta à opressão fiscal e à falta de liberdade do cidadão diante do Estado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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