
O Presidente e o Lavrador
Léo Canhoto e Robertinho
Diálogo e reconhecimento em “O Presidente e o Lavrador”
A música “O Presidente e o Lavrador”, de Léo Canhoto e Robertinho, se destaca por transformar uma carta aberta ao presidente Ernesto Geisel em um apelo direto e respeitoso, expondo a dura realidade dos trabalhadores rurais durante o regime militar. Em vez de adotar um tom de confronto, a letra busca o diálogo, pedindo que o presidente “pegue na mão do lavrador” e veja de perto “seu rosto queimado” e “aqueles calos”. Essas imagens reforçam a honestidade e o esforço do homem do campo, frequentemente ignorado pelas autoridades.
Lançada em 1975, em meio à repressão política, a canção foi ousada ao dar voz aos lavradores e pedir reconhecimento e apoio do governo. A metáfora da formiga, que “trabalha muito e não liga”, ressalta a coletividade, resiliência e humildade desse povo. Ao afirmar “sou filho de boa gente, eu sou filho de um roceiro”, a música valoriza as raízes e a dignidade do trabalhador rural, reforçando o orgulho de origem e a solidariedade. O reconhecimento oficial da música pelo próprio presidente, com a entrega do “Brasão da República”, mostra como a canção conseguiu sensibilizar até mesmo o poder central, tornando-se um marco de respeito e valorização do homem do campo na música sertaneja.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Léo Canhoto e Robertinho e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: