
Sonia
Leo Jaime
Solidão urbana e humor irreverente em “Sonia” de Leo Jaime
Em “Sonia”, Leo Jaime faz uma releitura irreverente da clássica “Sunny”, adaptando-a para o contexto brasileiro dos anos 1980. A escolha do nome e a abordagem bem-humorada já indicam o tom provocador da música, que trata de temas como solidão, desejo e frustração amorosa de forma direta e coloquial. O contexto de censura da época reforça o caráter ousado da canção, que chegou a ser proibida nas rádios e rotulada como "Proibida para menores de 18 anos" devido ao seu conteúdo considerado malicioso e à abordagem aberta sobre sexo casual e vida noturna.
O verso “O poltergeist da televisão” brinca com a ideia de que, nas madrugadas solitárias, a TV se torna uma companhia quase fantasmagórica, ilustrando o tédio e o vazio de quem está sozinho. Já a repetição “Eu vivo só, só, só / Nem sei se é porque eu quis” revela uma mistura de resignação e autossuficiência, mas também ironiza a tentativa do personagem de se convencer de que está satisfeito com a própria solidão. A expressão “colocar na geladeira o coração” funciona como uma metáfora bem-humorada para o esfriamento dos sentimentos, mostrando como a falta de paixão se tornou rotina. Assim, “Sonia” se destaca como um retrato irônico e divertido de quem tenta, sem sucesso, quebrar a solidão nas noites da cidade, misturando humor, desejo e conformismo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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