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Saindo do Inferno

Léo Martins

LetraSignificado

    Cai no dia que eu mais sonhei em estar de pé
    Aconteceu tanta coisa que é difícil de acreditar
    Depois de almejar tanto, uma esperança não imaginava
    Que ia ser um pra sempre, queria apenas um até

    Horror de cabeça pra baixo, não tem como valorizar
    Pardal que anda com morcego amanhece de ponta cabeça
    Se vou chorar, não vai ser pelo leite derramado
    Já não há nada, o que importa

    Viajei numa rodovia perigosa a noite toda
    Pensando que estava fazendo
    O que era melhor pra minha consciência
    Às vezes o inimigo mora dentro da sua porta
    Se eu pudesse voltar, faria tudo outra vez

    Não tem como retirar as coisas boas do coração, talvez
    Nada como tempo e uma mágica da ilusão pro tempo não parar
    Tentei ser eu mesmo pra nunca me enganar
    Se me serviram no jantar uma dose de bebida amarga
    Eu simplesmente carreguei toda a carga

    Não vou me culpar por um erro que não cometi
    Se você escolheu o caminho mais fácil, eu escolhi o mais difícil
    Será que existe liberdade
    Para quem se aproxima demais da minha idade?
    Não escolhi onde estou, apenas o tempo passou
    E agora olho o tanto de coisas que eu perdi

    Voltará o senhor do tempo
    Com a incógnita da memória da saudade?
    Ontem eu cantava no coral bonito e sorri
    Demônios dançam na viagem do meu pensamento
    Inferno é o sentimento quando olho o que sinto lá dentro

    Caos é o que resta quando a ordem se perde
    E o fogo que queima é o mesmo que me acende
    Cai no abismo que eu mesmo construí
    Mas até no inferno eu encontro uma saída

    Se o diabo me chamar, eu não vou atender
    Pois já carreguei o inferno e aprendi a viver
    No momento que eu subi, vi a ponta do limbo e pude cantar
    Quanto mais alto o morro, mais eu quero amar

    Será que existe liberdade
    Para quem se aproxima demais da minha idade?
    Não escolhi onde estou, apenas o tempo passou
    E agora olho o tanto de coisas que eu perdi
    Voltará o senhor do tempo
    Com a incógnita da memória da saudade?
    Ontem eu cantava no coral bonito e sorri

    Depois de tanto me afogar no sangue em agonia
    Tentei cantar os horários do espanto da sabedoria
    Um dia é longo e o final é sempre igual
    Sai das cinzas e subi do inferno para o campo celestial

    Os anjos não entenderam meu sentimento
    E perguntaram o que eu tinha
    Nos acordes da alegria
    O gelo foi a resposta da sabedoria


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