Exibições da letra 135

Atabaque

Leo Middea

Ancestralidade e identidade afro-brasileira em “Atabaque”

Em “Atabaque”, Leo Middea explora a profunda ligação entre identidade, ancestralidade e religiosidade afro-brasileira. Quando questiona “Será que o atabaque sou eu?”, o artista expressa como sua identidade está conectada ao instrumento, que é fundamental nos rituais do Candomblé e da Umbanda, onde o atabaque tem o papel de invocar orixás e transmitir axé. A referência à avó, “cria de um santo terreiro”, reforça a importância da herança familiar e da tradição oral na formação espiritual e cultural do narrador desde a infância.

A música amplia esse sentimento de pertencimento ao citar elementos como “berimbau com cabaça”, “ginga e rabo de arraia”, “meia lua e aú”, trazendo referências à capoeira e à musicalidade afro-brasileira. Essas menções valorizam práticas culturais que resistem e se reinventam no Brasil. O verso “Ali eu soube que não sou ateu” marca o despertar espiritual do narrador diante do sagrado, enquanto a evocação de “mamãe Oxum na cachoeira” conecta a letra à simbologia dos orixás, especialmente Oxum, deusa das águas doces e da fertilidade. Assim, “Atabaque” celebra a ancestralidade, a fé e a corporeidade como pilares da identidade brasileira, especialmente para quem vive fora do país, como o próprio Leo Middea ao compor o álbum na Itália.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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