
Solo Le Pido a Dios
León Gieco
Empatia e resistência em "Solo Le Pido a Dios" de León Gieco
"Solo Le Pido a Dios", de León Gieco, é uma canção marcada por um apelo direto para não se tornar insensível diante do sofrimento e das injustiças. Composta durante a ditadura militar argentina e em meio à tensão com o Chile pelo Canal de Beagle, a música ganha ainda mais força pelo contexto de censura e repressão. O verso “Que el dolor no me sea indiferente” (“Que a dor não me seja indiferente”) revela o medo de se acomodar diante da dor alheia, enquanto “Que la reseca muerte no me encuentre / Vacío y solo sin haber hecho lo suficiente” (“Que a morte seca não me encontre / Vazio e sozinho sem ter feito o suficiente”) expressa a urgência de agir e não ser passivo diante das adversidades. Nesse cenário, a indiferença era vista como uma forma de cumplicidade com o regime opressor.
A letra utiliza imagens fortes, como “la guerra es un monstruo grande y pisa fuerte / toda la pobre inocencia de la gente” (“a guerra é um monstro grande e pisa forte / toda a pobre inocência das pessoas”), para mostrar o impacto devastador dos conflitos armados sobre os inocentes. O pedido para não ser indiferente ao “engaño” (engano) e à injustiça reflete a desconfiança em relação à traição e à manipulação política, temas comuns em regimes autoritários. Ao repetir o refrão e adaptar a canção para diferentes idiomas e contextos, Gieco transforma seu clamor pessoal em um hino universal pela empatia, resistência e esperança, mantendo sua relevância em lutas sociais e políticas até hoje.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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