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First We Take Manhattan

Leonard Cohen

Ambição e crítica social em “First We Take Manhattan”

Em “First We Take Manhattan”, Leonard Cohen utiliza a frase repetida “First we take Manhattan, then we take Berlin” para simbolizar uma ambição que vai além da conquista física de cidades. Segundo o próprio Cohen, a música aborda o “terrorismo psíquico” de grandes pensadores, sugerindo que ideias radicais podem ser tão impactantes quanto ações violentas. O personagem da canção, que afirma ter sido condenado a “vinte anos de tédio por tentar mudar o sistema por dentro”, expressa frustração com as tentativas convencionais de transformação social, indicando que apenas atitudes extremas — sejam elas intelectuais ou práticas — têm o poder de realmente desafiar as estruturas estabelecidas.

A letra também traz referências apocalípticas e religiosas, como “um sinal nos céus” e “marcas de nascença”, criando uma atmosfera de missão profética. O verso “I’m guided by the beauty of our weapons” (“Sou guiado pela beleza de nossas armas”) pode ser interpretado como uma ironia sobre o fascínio pelo poder ou uma crítica à busca por soluções radicais. Ao criticar o “fashion business” e as “drogas que te mantêm magro”, Cohen rejeita valores superficiais e autodestrutivos da sociedade contemporânea. No final, ao mencionar o Dia dos Pais e a sensação de que “todos estão feridos”, a música reforça um clima de desencanto e perda de conexões humanas, deixando em aberto o verdadeiro significado dessa tomada de Manhattan e Berlim.




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