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Carta Pro Amigo Campeiro

Leonardo Quadros

Letra

    Ó meu patrício de querência e lida
    Meu companheiro de canha e fogão
    Não vá deixar nossa querência, eu peço
    Como eu fiz só pra campiá ilusão

    Minha mudança para a capital
    Só me fez mal, e me branqueou os cabelos
    Eu só te peço, não me siga agora
    Porque não quero servir de sinuelo

    Velho parceiro de tantos amargos
    Vai toma um trago pra molhá a garganta
    De que adianta tu campear la fora
    O que agora floresce no pago

    Olha teu rancho como está bonito
    Olha o piazito solto no terreiro
    Até os brinquedos que se usa aí
    São diferentes dos guris povoeiros

    Aí não tem brinquedos de guerra
    Não há violência nem a tal ganância
    Se aí na estância tão pagando pouco
    Aqui ando louco de valde e sem terra

    Eu só não quero, que tu me condene
    E que nem pense que estou mudado
    Eu só não quero voltar pior que vim
    Eu quero um dia voltar mais folgado

    Fica no campo, chega de tapera
    Quem nasce quera tem que ser bagual
    É desigual a vida na cidade
    Bar barbaridade como eu ando mal

    Não há no povo um sorriso puro
    Nem se ve o mate assim de mão em mão
    Pobres povoeiros vendem até a alma
    Perdem a calma com o próprio irmão

    Vai um abraço meu velho parceiro
    E me desculpe se escrevi demais
    Passa uma graxa lá nos meus aperos
    Que um dia eu volto pra campear a paz


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