
Boi Fumaça
Leôncio e Leonel
Tragédia e saudade no sertão em “Boi Fumaça”
A música “Boi Fumaça”, interpretada por Leôncio e Leonel, transforma uma tragédia pessoal — a perda de um filho durante uma viagem de boiada — em um retrato coletivo das dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores rurais. O boi Fumaça, personagem central do acidente, simboliza os riscos imprevisíveis da vida no campo, onde a natureza e os animais podem ser tanto fonte de sustento quanto de sofrimento.
A narrativa traz um tom nostálgico e resignado, evidente em versos como: “Do tempo que eu fui peão ai nem gosto de alembrar”. O temporal, o desespero dos animais e a falta de abrigo reforçam o ambiente hostil vivido pelos boiadeiros. A morte do filho, que era o ponteiro da boiada, representa não só uma tragédia familiar, mas também o fim de um ciclo de vida e trabalho: “Eu queria ser peão mais findou minha carreira”. O pedido do filho para ser enterrado “perto dessa porteira” mostra o apego à terra e à rotina do campo, enquanto o lamento final — “Quando escuto um berrante me arrepia o corpo inteiro” — revela como a saudade e a dor permanecem vivas, ligadas aos sons e memórias da lida.
Composta por Sulino e Moacyr dos Santos e gravada em 1958, a canção se tornou um clássico sertanejo ao documentar a vida simples, os desafios e as perdas dos boiadeiros. A letra direta transforma uma tragédia individual em sentimentos universais de saudade, resignação e respeito à dureza da vida rural, fazendo de “Boi Fumaça” uma homenagem à resistência e à memória dos trabalhadores do campo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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