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Humor e irreverência sobre maconha em “BDSM” de Lia Clark

Em “BDSM”, Lia Clark faz um jogo de palavras ao transformar a sigla, normalmente associada ao universo sexual, em “Bom Demais Ser Maconheira”. Essa escolha já mostra o tom irreverente da música, que brinca com expectativas e traz leveza ao tema do uso recreativo da maconha. Lia narra de forma bem-humorada sua primeira experiência com a erva, destacando o impacto divertido e exagerado da situação: “Conheci uma ervinha na rodinha dos amigos / Eu fui dar só um tapinha, uma vezinha, no sigilo / Porra, fiquei maluca / Fui em Marte, fui na Lua”. O exagero proposital, como no trecho “parecia cinco estrelas o X-tudo na minha rua”, reforça o clima descontraído e debochado, marca registrada da artista.

A letra também aborda o sentimento de descoberta e pertencimento, mostrando a surpresa de Lia ao perceber que “todo mundo já usava, menos eu”. A partir daí, ela assume com orgulho a nova identidade de “maconheira”, sintetizada no verso “Virei BDSM: Bom Demais Ser Maconheira”. As referências à cultura do baile, à Babilônia pegando fogo e o trocadilho “Lia Clark ou Lia Crack?” trazem o humor típico da cena drag e do funk, além de mencionar figuras como a drag Marcia Pantera. Assim, Lia Clark usa a música para quebrar tabus, tratar temas polêmicos de forma leve e convidar o público a rir, se soltar e questionar preconceitos, tudo embalado pelo ritmo animado do funk.

Composição: Gabriel Mun-ra / Tállia. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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