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Domingueiro

Lígia Jacques

Letra

    Domingo cedo vou às compras no mercado
    Compro fiado e o preço bom
    Fazendo a feira escolho um frango depenado
    Pois a patroa fez as unhas, até passou batom
    Não fica bem pedir a ela um sacrifício
    Já é difícil ela vestir o avental
    Vou pra cozinha a fim
    Fazer galinha sim
    Ao molho pardo, à cabidela, coisa e tal

    O sangue é fresco, mas o chef é muito macho
    E faz despacho para Xangô
    Tempero é caldo de pimenta malagueta
    E a cerveja, de tão fria, quase congelou
    Uma cachaça lá do Serro é aperitivo
    O tira-gosto é moela ao alho e sal
    E a criançada não
    Gosta do prato “bão”
    Pois na esquina o big mac é bem legal

    Depois do almoço ainda tiro uma soneca
    Vou zapeando entre Faustos e Augustus
    Passo pro jogo e faço planos com a loteca, pra ver
    Se chuto a crise que parece solução não ter
    Vejo o Fantástico e cogito o suicídio
    Mudo de idéia se aparece a Globeleza
    A vida é boa, eu sei
    E o mal é o bem que deu defeito
    E faz malfeito atropelando a nossa lei

    Eu saio cedo na segunda pro batente
    O dia quente me faz suar
    Vou de metrô com muita pressa pro trabalho
    Pois o gerente quase sempre é o primeiro a chegar
    E olha feio se eu chego depois dele
    Diz a galera que ele bate na mulher
    Mala sem alça, é
    Seja o que Deus quiser
    Pois nesta vida que se salve quem puder
    (E na marmita o garnisé!)

    Composição: Valter Braga e Jorge Fernando dos Santos. Essa informação está errada? Nos avise.

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