
Quero Morrer No Carnaval
Linda Batista
Carnaval como redenção e despedida em “Quero Morrer No Carnaval”
Em “Quero Morrer No Carnaval”, Linda Batista apresenta um desejo inusitado: transformar o próprio fim em um momento de festa coletiva. Ao afirmar que quer morrer “na Avenida Central, sambando”, a letra subverte a ideia tradicional da morte como algo triste, propondo que a despedida aconteça em meio à alegria contagiante do Carnaval. Esse contraste entre a dor pessoal e a celebração popular é o ponto central da música. O narrador imagina seu último momento como parte do espetáculo carnavalesco, sugerindo uma busca por redenção ou superação dos próprios fracassos através da energia da festa.
A metáfora do “palhaço” é fundamental para entender a canção. Quando diz que sempre foi palhaço “sem ter vestido a fantasia”, o narrador revela uma ironia triste: sentiu-se ridicularizado ou não levado a sério durante a vida, ouvindo “risos de fracasso”. No entanto, deseja que sua morte seja marcada por “guizos de alegria”, trocando o riso depreciativo pelo riso festivo. O contexto histórico da música, interpretada por Linda Batista e também por Elza Soares, reforça essa dualidade entre dor e celebração. O Carnaval, nesse sentido, aparece como um espaço de catarse, onde até a despedida mais dolorosa pode se transformar em alegria e libertação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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