
Ébrio de amor
Lindomar Castilho
Sofrimento e resignação em "Ébrio de amor" de Lindomar Castilho
Em "Ébrio de amor", Lindomar Castilho utiliza a expressão do título para transmitir a ideia de alguém dominado pelo sofrimento amoroso, indo além do sentido literal de embriaguez. Lançada em 1965, a música reflete o contexto dos boleros e samba-canção da época, explorando o tema universal do amor não correspondido. O sucesso da canção em toda a América Latina mostra como essa abordagem honesta e confessional do sofrimento amoroso encontrou eco em diferentes públicos.
A letra revela a vulnerabilidade do narrador, que se sente traído pela "negra sorte" e pela pobreza, fatores que, segundo ele, contribuíram para a perda da amada: "Mas sou pobre não lhe ofereço riqueza / E você só quer me ver ébrio de amor". O personagem não culpa a mulher, mas lamenta vê-la infeliz, demonstrando compaixão e aceitação de sua própria condição. Ao buscar consolo em outras mulheres que "compreendem minha dor", ele não tenta substituir o amor perdido, mas apenas aliviar a mágoa. O verso "a dor que trago comigo / É como um doce castigo que amarga e dá prazer" resume a ambiguidade do sofrimento amoroso, que machuca, mas também mantém viva a lembrança do que foi perdido. A canção se destaca por tratar o sofrimento do amor não correspondido com maturidade e resignação, sem recorrer à amargura.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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