
O Ébrio
Lindomar Castilho
Dor e marginalização em "O Ébrio" de Lindomar Castilho
Em "O Ébrio", Lindomar Castilho interpreta a história de um homem cuja autodestruição vai além do abandono amoroso. O protagonista, inicialmente um artista promissor, enfrenta uma série de perdas e traições que abalam profundamente sua identidade e dignidade. A morte da filha e as decepções amorosas intensificam seu mergulho no alcoolismo e na solidão. O verso “Hoje, porque bebo a fim de esquecer a minha desventura, chamam-me ébrio” resume sua tentativa desesperada de encontrar alívio, usando a bebida como refúgio e símbolo de sua decadência.
A canção, composta originalmente por Vicente Celestino e regravada por Castilho, carrega um tom confessional e dramático, típico das narrativas desses artistas. A letra aborda temas universais como perda, solidão e desilusão, mas também critica a hipocrisia social. No trecho “E hoje ao ver-me na miséria, tudo vejo então / O falso lar que amava e que a chorar deixei / Cada parente, cada amigo, era um ladrão / Me abandonaram e roubaram o que amei”, a figura do "ébrio" representa não só o vício, mas também o abandono e a marginalização de quem já foi valorizado. O pedido final, para que “os ébrios loucos como eu venham depositar / Os seus segredos ao meu derradeiro abrigo”, transforma a dor individual em um lamento coletivo, sugerindo empatia e busca por compreensão entre aqueles que sofrem.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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